O Teorema de Katherinede John Green
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Colin Singleton é um garoto prodígio. Desde pequeno demonstrava uma inteligência fora do comum: aprendeu a ler cedo, tem memória prodigiosa e consegue gravar praticamente tudo o que lê. Mas, diferente da maioria das pessoas, leva cada palavra ao pé da letra. Seu grande objetivo na vida é se tornar importante, alguém capaz de fazer uma descoberta grandiosa que o torne inesquecível.
Além disso, Colin tem uma peculiaridade curiosa: ele só se apaixonou por meninas chamadas Katherine. Foram 19 relacionamentos ao todo (ou 18, já que a primeira e a última eram a mesma pessoa). O problema? Todas terminaram com ele. E, como um verdadeiro cientista da vida, Colin decide transformar essa frustração em objeto de estudo, desenvolvendo um teorema capaz de prever o futuro dos relacionamentos.
Ao seu lado está Hassan Harbish, seu melhor amigo e contraponto perfeito: enquanto Colin se preocupa com fórmulas e significados, Hassan se define como “muçulmano sunita, não terrorista” e tem como meta na vida simplesmente não fazer nada. Ele é engraçado, cativante e está sempre disposto a apoiar Colin, mesmo reconhecendo seus traços de egoísmo.
Os dois embarcam em uma viagem de carro sem destino, até pararem em Gutshot, no Tennessee, onde acreditam que está enterrado o arquiduque Francisco Ferdinando. É lá que conhecem Lindsey Lee Wells, uma jovem que, apesar de parecer firme e determinada, se molda de acordo com as pessoas ao seu redor. Ao lado dela, Colin e Hassan se envolvem em entrevistas sobre a transformação que a fábrica da família de Lindsey trouxe para a cidade, e vivem momentos que vão muito além de números e teorias.
O livro mistura humor, reflexões sobre identidade, amizade e amor, além daquela ironia leve e gostosa que só John Green sabe entregar. Se em A Culpa é das Estrelas ele fez chorar, em O Teorema de Katherine ele faz rir, se emocionar e refletir sobre como, no fim das contas, a vida não cabe em nenhuma fórmula matemática.
💡 Uma leitura divertida, inteligente e apaixonante. Recomendo fortemente para quem gosta de rir e, ao mesmo tempo, pensar sobre as conexões que nos tornam humanos.

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